29.07.08
Sócio da Asia Motors do Brasil é preso na Coréia
ASSESSORIA DA EMPRESA ALEGA HAVER UM ENGANO
Executivo é acusado de um desfalque de US$ 180 milhões na matriz da companhia
O executivo da Asia Motors do Brasil, Chong Jing Jon, sócio da fábrica que está sendo construída na Bahia, foi preso na Coréia sob acusação de ter dado um desfalque de US$ 180 milhões na matriz. O anúncio da prisão foi feito na quarta-feira por promotores da Justiça de Seul. A direção da empresa no País informou ontem não ter conhecimento de nenhum ato ilícito que possa ser atribuído a seu sócio, que no País adota o nome de Stoney Jeon.
Com o empresário brasileiro Washington Armênio Lopes, Jeon é dono de 49% das ações da Asia Motors do Brasil (AMB). Os outros 51% pertencem à matriz coreana, que fazia parte do grupo Kia Motors, que está em processo de concordata. Ambas foram adquiridas recentemente pela também coreana Hyundai.
De acordo com a assessoria de imprensa da Asia Motors do Brasil, o executivo Jeon, que mora em São Paulo há vários anos, estava na Coréia para negociar a compra de veículos da marca e acertar novas associações. Ele foi preso no fim de dezembro, mas somente na quarta-feira a Promotoria local formalizou a detenção. Na próxima semana, seu advogado virá ao País para juntar documentos que provem sua inocência. Outros dez executivos da montadora na Coréia também estão sendo investigados pelo desfalque.
A assessoria da empresa informou que o valor que a Justiça coreana alega ter sido desviado por Jeon, referente à comercialização de cerca de 20 mil vans Towner e Topic, foi convertido em capital para a construção da fábrica em Camaçari (BA), com aprovação da matriz. A dívida seria paga no prazo de dois anos, sendo que parte dela deve vencer em breve.
Ainda segundo a assessoria, as obras da fábrica estão em andamento, com previsão de início das operações no fim deste ano. O próprio presidente Fernando Henrique Cardoso participou da cerimônia de lançamento da pedra fundamental.
A empresa recebeu incentivos fiscais para sua instalação e participava do regime automotivo, que lhe dava direito a importar veículos pagando metade do imposto de importação. Como o cronograma de construção da fábrica não foi cumprido, no início de 98 o governo suspendeu o benefício, que já acumulava um crédito de US$ 140 milhões.
Fonte: O ESTADO / ECONOMIA / 08.01.1999 / SÃO PAULO
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criado por joonzon
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